quarta-feira, 14 de maio de 2025

quinta-feira, 18 de junho de 2020

História dos acontecimentos e renascimento da narrativa

O texto coloca em questão o papel da narrativa dos acontecimentos para a escrita da história onde no decorrer dos últimos séculos a importância dos acontecimentos transitaram entre o papel principal e o pano de fundo dos livros de história.

A partir do século XX, os acontecimentos passaram a ter papel secundário na produção historiográfica o que fez com que os historiadores tivessem de reinventar a narrativa. Os historiadores estruturais não podem ignorar por completo a narrativa visto que, o problema não está na narrativa e sim no modelo narrativo usado pelos historiadores que deve ser ampliado para abordar a descrição e sua análise estrutural.

Os historiadores estruturais defendem que a narrativa tradicional passa por cima de aspectos importantes do passado que ela é incapazes de conciliar desde a estrutura econômica e social até às experiências vividas por pessoas comuns. Logo, se faz necessária a aproximação entre a escrita literária e a escrita histórica para atingir o objetivo dos historiadores.

O trabalho do historiador não poderá se resumir a exercícios retóricos que interpretem os textos e não os acontecimentos. O leitor deverá ter a consciência do caráter interpretativo da escrita da história para que os métodos narrativos influenciem a interpretação do leitor na percepção do caráter parcial do trabalho historiográfico.

Peter Burke afirma que o estabelecimento da narrativa deve ultrapassar uma oposição entre os acontecimentos e as estruturas estabelecendo uma relação dialética em que os acontecimentos e estruturas se expliquem mutuamente.

Segue a baixo algumas inovações utilizadas pelos historiadores que visam solucionar alguns problemas que eles vem enfrentando na modernidade:

  1. A possibilidade de tornar as guerras civis e outros conflitos mais inteligíveis, seguindo o modelo romancista que contam histórias a partir de mais de um ponto de vista. Logo esse exercício tem por objetivo estabelecer as diferenças entre os mais variados pontos de vista.

  2. Cada vez mais historiadores passam a perceber que seu trabalho não reproduz o que realmente aconteceu tanto quanto o representa de um ponto de vista particular. Portanto eles precisam nadar com a corrente dos acontecimentos e analisar esses acontecimentos da posição de um observador mais informado combinando os dois métodos para produzir uma aparência de homogeneidade, sem que a narrativa fique de lado.

  3. Um novo tipo de narrativa poderia, melhor que as antigas, fazer frente às demandas dos historiadores estruturais, ao mesmo tempo que apresentam um sentido melhor do fluxo do tempo do que fazem em suas análises.

História Oral

O estudo da história oral até hoje muito discutida e debatida na academia e por seus membros, pois por muito tempo só foi considerado e levado em conta a história escrita dos documentos e fontes oficiais, até com o inicio da nova história que acreditava em outras fontes, a história oral foi esquecida. Tanto que por vários séculos era acreditado que o continente africano ,como exemplo, era um continente a-histórico, pois as tribos que viviam lá não eram alfabetizadas, porém analisando está visão de historia é uma visão de cima, ou seja de quem sabe e de quem tem privilégios como saber ler e escrever.

Assim houve expoentes ao longo da história que escreveram e lutam para incluir a história oral na contemporaneidade, como Jan Vansina*, Paul Thompson entre outros. Também é interessante pontuar mais uma discursão que acontece sobre esse tema, a questão de que há pessoas que até acreditam no poder da história oral, mas como segunda opção, pois se tiver documentos escritos sempre vão dar preferência a tal, contudo o próprio Vansina fala que “a historia oral não é a prima dona da opera que só aparece quando a estrela não pode está presente e sim ela serve para corrigir narrativas como outras narrativas podem corrigir ela”.
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Por ser a escrita por muito acreditados a primeira forma de se comunicar desde as sociedades que viviam nas cavernas, a oralidade foi sendo subjugada, mas o que é esquecido é que houve e há culturas que são totalmente orais e não precisam de alfabetização pra se legitimar como cultura, infelizmente há esse rebaixamento da palavra falada, mas ela é de extrema importância pois ela registra o cotidiano e vários as aspectos e visões da sociedade diversa. Um dos exemplos mais antigos dessa disseminação da cultural pela oralidade é a questão das religiões porque inicialmente era tudo falado, e passado de boca a boca.
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Por isso é necessário essa reflexão sobre a história oral que ela é de extrema importância e devesse aperfeiçoar e crias novas metodologias que de ênfase a ela.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

A nova história, seu passado e seu futuro

A história nova é uma corrente historiográfica nascida nos anos 1970 na França, a partir de novas abordagens e estudos que contaram com a forte influência de Jacques Lê Goff tendo como forte contribuinte a revista dos Annales.
Para Peter Burke, descrever o que é a história nova é uma tarefa árdua para isso ele começa por descrever o que não é história nova, utilizando-se de seis pontos que apontam os contrastes existentes entre a antiga e a nova história.
  1. A história tradicional sempre se preocupou com a história internacional e nacional, deixando de lado a regional. Outro fenômeno a ser considerado é o da política como formadora de história onde segundo o catredático de história Sir John Seeley: “ História é a política passada, política é a história presente”. Em contradição com a história tradicional a história nova considera toda atividade humana como parte da história.
  2. A história tradicional preocupa-se com a produção de uma história factual. Para a história nova o mais importante são as estruturas que permeiam essas transformações e a análise dos mais diversos personagens.
  3. A história tradicional é vista do alto, ou seja, a partir dos grandes políticos, militares e estadistas desconsiderando a história de personagens comuns. Já a história nova preocupa-se com a história vista de baixo, considerando as opiniões de pessoas comuns como parte da história.
  4. A história tradicional utiliza-se de fontes e registros oficiais considerando essas como evidências seguras para a história, utilizando-se também de dados quantitativos atingindo seu ápice por volta dos anos 50 e 60. A história nova nos propõe uma visão que possibilita o uso de outras evidências que possam contribuir para a história como as fontes praia e visuais. Considerando a história antes da escrita.
  5. A história tradicional busca pela verdade ou uma versão exata dos fatos. Já a história nova considera as versões que aproximam da verdade e das que se distanciam ou não da verdade.
  6. A história tradicional utiliza-se da história objetiva, capaz de relatar um fato como ele realmente ocorreu. Para a história nova, existe um relativismo cultural presente nas atividades humanas e própria escrita da história.
O descontentamento com a história tradicional já era evidente há alguns períodos da história. Acredita-se inclusive que a Escola dos Annales foi uma grande contribuinte para essa corrente de forma positiva através da propagação de sua posição. Porém Peter Burke retorna ao tempo por volta de 50 anos a.c onde o historiador grego Políbio denunciou o que pra ele seria um método retórico. O que Burke quer dizer é que os historiadores já tratavam a história de forma tradicional e não havia um confronto direto com a escrita da história naquela época.
Embora a História nova tenha um grande protagonismo nessa nova corrente onde aqueles que sempre tiveram suas vozes silenciadas agora passam a ter papel fundamental para a produção historiográfica é preciso atentar-se também as problemáticas que surgiram com essa nova metodologia. Segue a baixo um curto vídeo de um Slide produzido pela Dr. Susane Rodrigues de Oliveira abordando os principais problemas da história nova.

A micro-história (mais preocupados com a cultura da época)

Giovanni Levi e Carlos Ginzburg foram os pais da micro-história ao contraio da história vista de baixo, o estudo da micro-história está mais interessado em estudar a cultura através de um personagem, porem às duas metodologias se interligam em alguns aspectos.
 Podemos  ver que a micro-história também luta com o mesmo problema positivista trazido pelas elites por ausentar importantes agentes históricos, por serem apenas pessoas “comuns” a micro-história ira mostrar, por exemplo, que dentro do maio de 68 existiu um determinado cidadão que teve importância dentro do processo de desencadeamento desse fato histórico, mostrando como as pessoas se comportaram naquela época tanto no modo social e cultural, outro exemplo é do livro “o queijo e os vermes” de Carlos Ginzburg onde é retratado a vida de Menocchio um camponês que viveu na época da inquisição e através dos fatos narrados podemos ter novos saberes, historiográficos e saber dos hábitos sociais e culturas daquela sociedade local, a exemplo do Menocchio o personagem nos ajudam a trabalhar em uma dimensão micro que seria a vida social e cultural dele e da região que vai se relacionar com a dimensão macro que seria a inquisição vivida por ele. 

História das Mulheres

A historia das mulheres como metodologia acadêmica começou no inicio dos anos 60 junto com o movimento politico do feminismo e da luta por igualdade de direitos , junto a isso essa história sempre foi ligada de alguma forma com a política, porém em meados dos anos 80 a historia das mulheres começaram a ter outras visões, como a do cotidiano, a da questão familiar e a de questionamentos do passado, pois começaram a ser divulgados as historias das mulheres no passado, que antes eram escondidas por uma cortina da sociedade patriarcal, Houve um grande aumento de artigos e monografias, no entanto havia ainda uma grande resistência por meio dos intelectuais e da academia. Os historiadores na época que tocavam no tema das histórias das mulheres eram chamados de historiadores feministas. Houve esse distanciamento da politica e essas ressonâncias, mas a história das mulheres sempre teve presente no movimento feminista e na politica.

Nos anos 60 também teve um grande incentivo para a entrada de mulheres na faculdade, pelo menos nos Estados Unidos, houve esse incentivo para as mulheres conseguirem o PhD e houve até um apoio financeiro envolvido, porem é visto também um preconceito dos homens ao ver aos mulheres elas se formando em profissões ditas como intelectualizadas, as mulheres não deixaram de lutar nos centros acadêmicos e não ficaram caladas, para denunciar a persistências das desigualdades, as mulheres formavam facções para pressionar suas exigências . Com essas novas reivindicações houve também uma identidade coletiva se formando e que nela havia um pensamento que era das historiadoras que eram diferentes do conceito amplo de historiadores, pois as historiadoras tinham particularidades na pesquisa que os historiadores não prestavam atenção até o momento e que a questão do sexo influenciava na questão da empregabilidade. Esse discursão levou o debate do termo “profissionalismo” e “politica”.
Outro ponto interessante sobre é a história versus ideologia, pois com a emergência da história das mulheres como um campo de estudo foi aumentando a história já escrita teve que ter algumas revisões, por que as historias dessas mulheres que estavam encobridas pela ideologia patriarcal foi sendo reveladas, muitos não gostavam dessa revisão e dessas descoberta, pois afetava os que eles achavam que era o “certo”. Houve também o começo da tradição historiográfica feminina e da cultura das mulheres.

Houve muitas mudanças e muitos avanços mas ainda somos uma sociedade que ainda há o machismo estrutural e que ainda precisa muito de divulgação e pesquisa histórica sobre as mulheres de nossa historia , também não só as mulheres da elite ou as grandes mães ou as grandes “ devassas”, mas sim de todas e do contidiano.

História do corpo

No capítulo “A história do corpo” (o qual se trata de um tema extremamente complexo) o historiador Peter Burke abre uma interessante discussão sobre o papel e “posição” do corpo na história e no seu estudo, Peter Burke começa o texto afirmando que o corpo, em um contexto histórico, ainda é um mistério e sempre foi delimitado por diferentes padrões em diferentes épocas e foi constantemente afetado por diferentes características em diferentes sociedades, sendo assim, podemos concluir que o estudo do corpo ainda é algo extremamente abrangente e complexo, pois não podemos estudar o corpo como um todo mas sim estudar as diferentes concepções e características diferentes.


Peter Burke também trabalha bastante com o dualismo de “corpo e mente” afirmando como o corpo muitas vezes é reduzido a uma simples “ferramenta para a sexualidade” e é substituída pelos livros nos estudos e, segundo o mesmo é difícil estabelecer uma relação entre a carne e a mente, sendo essa uma dualidade um pouco paradoxal.

Dessa forma, podemos concluir que a história do corpo ainda é um grande mistério ainda a ser solucionado, o estudo do corpo em contexto histórico depende de diversos estudos diferentes sobre o papel do corpo em cada sociedade, recomendo a leitura do texto para um melhor entendimento desse denso e complexo contexto da história.


História de “Além mar”

História de além mar pode ser definida como a história dos povos que não se concentram no continente europeu (é equivocado resumir como a história dos países de 3° mundo por essa ser uma visão ultrapassada), é rica história dos povos americanos/asiáticos/africanos etc sendo contada de forma mais específica e detalhada (já que a Europa não se preocupava em entender e expor a história desses povos, para eles, eram considerados povos “sem história” e seu passado era apenas uma “preparação” para a chegada dos povos europeus.


Diversos movimentos ao redor do mundo demonstram a importância da história de além mar (em sua maior parte concentrados na África e Ásia, com destaque para a Índia e a indonésia). Em todos esses casos o desenvolvimento da história desses povos se construiu com base de fortes movimentos nacionalistas, minimizando ou retratando de forma negativa a presença dos europeus no desenvolvimento dessas sociedades e explorando mais a fundo o passado dessas civilizações que antes eram ignorados pelos colonos.

A história de além mar foi muito importante para o desenvolvimento da história e cultura de diversos povos que não fazem parte do continente europeu e ajudou a construir o pensamento de inúmeros Historiadores (tanto Europeus que se dedicaram a estudar a história dos povos antes colonizados quanto Historiadores africanos/asiáticos que, em sua maioria, com seu pensamento mais nacionalista estudaram a fundo a rica cultura e história de seus povos antes considerados “Retrógrados” e sem história


terça-feira, 16 de junho de 2020

A história vista de baixo

Tem um vídeo no blog falando sobre os historiadores do texto a seguir, confira nossa playlist. =) 

A história na maioria das vezes é contada em uma perspectiva conservadora privilegiando as elites como os; generais, reis, imperadores entre outros, ignorando assim os soldados, trabalhadores e cidadãos, ou seja, as massas, é ai que Edward Palmer Thompson, vem com sua sua metodologia, A história vista de baixo afinal porque uma carta ou entrevista de um soldado ou cidadão, não poderia ser usada como fonte histórica e dar uma nova perceptiva na história.

Dizia Thompson:

Estou procurando resgatar o pobre descalço, o agricultor ultrapassado,

o tecelão do tear manual ‘obsoleto’, o artesão ‘utopista’ e ate os seguidores

enganados de Joanna Southcott, da enorme condescendência da posteridade.

Suas habilidades e tradições podem ter-se tornado moribundas. Sua

hostilidade ao novo industrialismo pode ter-se tornado retrógrada. Seus

ideais comunitários podem ter-se tomado fantasias. Suas conspirações

insurrecionais podem ter-se tornado imprudentes. Mas eles viveram nesses

períodos de extrema perturbação social, e nos, não.

Podemos aqui nota a preocupação de Thompson, com as pessoas comuns, que foram ofuscadas por uma historiografia elitista. Outro historiador do movimento Eric Hobsbawm falava a mesma coisa pois, os historiadores do movimento trabalhista, marxistas ou não, estudaram “não exatamente as pessoas comuns, mas as pessoas comuns que poderiam ser consideradas os ancestrais do movimento; não os trabalhadores como tais, porém mais como cartistas, sindicalistas, militantes trabalhistas”. A história do movimento trabalhista e de outros desenvolvimentos institucionalizados, declarou ele, não deveria “ substituir a história das pessoas comuns em si”Hobsbawn, “ Some Reflections” , p. 15. . o verdadeiro intuito dessa metodologia é focar de fato nas pessoas comuns, e não as lideranças trabalhista, como já apontado por Thompson, e ressaltado por Hobsbawm. E sim, como é trazido por Jim Sharpe, logo nas primeiras páginas do livro “A escrita da História” onde é trabalhado as cartas do soldado William Wheeler, que estava na guerra de Waterloo em que Napoleão Bonaparte foi derrotado, nestas cartas o saldado William Wheeler forneceu a sua esposa uma descrição da Batalha, a partir do violento final: desdas rajada de tiros ate o saqueado de um oficial hussardo francês. Os livros de história nos contam que Wellington (Duque) venceu a batalha de Waterloo. De certa maneira, William Wheeler e milhares, como ele, também a venceram, então porque não explorar novas perspectivas do passado, proporcionado por fontes como a correspondência de um soldado ou cidadão? ampliando assim o entediamento dos fatos ali acontecidos resgatando as experiências passadas das pessoas antes ofuscada por uma historiografia que privilegiava as grandes elitista.


segunda-feira, 15 de junho de 2020

História do Pensamento Político: Richard Tuck

Sobre o Autor: Richard Francis Tuck (nascido em 1 de janeiro de 1949) é um acadêmico britânico, teórico político e historiador do pensamento político. Ele ensinou na Universidade de Cambridge de 1973 a 1995. Ele então ingressou na faculdade da Universidade de Harvard, onde leciona como professor de governo Frank G. Thomson.

Vários Historiadores do pensamento político vinculados a Universidade de Cambridge publicaram 3 livros sobre suas atividades profissionais, esses eram John Pocock, Joh Dunn e Quentin Skinner. Dos três Skinner abrangeu mais a discussão e especificou os seus objetivos, Skinner e Dunn em uma parte de seus livros mostra que livros da história do pensamento político são compostos por proposições de grandes livros que remetem a outros grandes livros, então como alternativa Skinner e Dunn, mostraram que a maneira certa de ler um texto histórico é o lendo como produto histórico.


No século XX, muitos filósofos, tentavam entender filósofos do passado apenas o lendo e Gunnel identificou esse problema na ciência política, e no caso ele foi o único que encarou esse problema corretamente, Gunnel citando David Easton, se queixou que o pensamento político ocidental tinha se tornado: investigações da história do pensamento político. Ele achava que o objetivo da crítica de Easton era um chamado implícito para a ciência política empírica se tornar o modo de pensamento dominante sobre política.

Esse foi um breve resumo sobre o capítulo espero que tenha se interessado sobre esse desenvolvimento da história do pensamento político, e que tenha despertado uma vontade de ler o livro ou só esse capítulo.

História das Imagens Ivan Gaskell

Sobre o Autor: É um historiador cultural que trabalha na interseção de história, história da arte, antropologia, museologia e filosofia, incorporou a filosofia da arte e artefatos na prática histórica de escrita e exibição.
As imagens estão em enraizadas em nossa sociedade, hoje praticamente todo mundo tira fotos, elas servem para relembrar o passado, e por isso toda a imagem tem uma história por trás, mas muitos historiadores não as usam como documentos históricos, muitos não são preparados para estudar esse material, e por isso elas são usadas de maneira Ilustrativa mas alguns historiadores as usam para estudar o passado, nesse resumo serei breve, e ditarei as partes mais importantes para que você se interesse e leia pelo menos esse capítulo do Livro de Peter Burke A escrita da História.

As imagens tem um material muito complexo, e isso dificulta muito uma pesquisa por essas fontes, e por causa disso não há um consenso sobre como estudar as imagens entre os historiadores, podemos dizer que olhar uma imagem e tirar uma história dela é mais difícil do que procurar documentos históricos como cartas ou livros e encontrar uma história por trás, esses são alguns dos fatores que dificulta o estudo por imagens.
As imagens fazem parte da arte, e a arte que nos conhecemos é dividida em critérios humanistas, onde dentre muitos há a arquitetura e a fotografia que em minha opinião são as artes mais importantes, a arquitetura foi considerada pelo romano Vitruvius como o pináculo das artes visuais, Leon Battista e Giorgio Vasari também seguiram essa ideia, e a Fotografia em nosso século é considerado um meio de transmissão de informação e um tipo de arte opaco, a fotografia se tornou parte da vida das pessoas, e hoje em dia é usado diariamente.
Bom esse foi um breve resumo espero que vocês tenham gostado, se gostaram leiam o capítulo A História das Imagens, e se deliciem com essa leitura,

Trabalho de outro grupo porem com a mesma temática (História das imagens)

Trabalho de Raquel simõesIgor Matias, Jeziel Vinícius, Pedro Bernardo e Lucas Campos

História da Leitura Robert Darnton

Sobre o Autor: Nasceu em 1939, em Nova York. É especialista em história da França do século XVIII e pioneiro nos estudos sobre a história do livro. Atualmente é professor e diretor da biblioteca da universidade da Harvard.

A leitura é uma forma de Passa-Tempo muito comum em nossa sociedade, ela ajuda a passar o conhecimento entre gerações e com ela podemos entrar em contato com autores de séculos passados, mas você sabe dos fatos marcantes da história da leitura, ou como ela se desenvolveu na sociedade ocidental? Bom irei fazer um resumo sobre o capítulo A História da Leitura de Peter Burke, explicarei um breve resumo para que talvez você se interesse vá a ler esse capítulo que me fascinou muito.

Se formos pensar em ler um livro, será que podemos ter a mesma experiência que os nossos antepassados tiveram? A resposta é não, mas podemos tentar entender a sua experiência. A Macro análise e a Microanálise são métodos que tem como objetivo identificar os hábitos de cada época e suas experiências, como por exemplo, o que o público leitor, mas gostava de ler em 1800 na França.


Com a Macro Análise vários historiadores traçaram a evolução dos hábitos de leitura usando séries de registros de longo prazo, mas a macro análise não tinha uma precisão de fatos tão grande como a micro análise, com ela foram descobertas muitas curiosidades, como: apenas 35 porcento dos trabalhadores na Alemanha tinham livros por volta de 1780, já na França o Historiador Daniel Roche concluiu que a maior parte dos Parisienses não liam livros, eles liam enquanto andavam na rua, cartazes, cartas pessoais, etc.

A pesquisa da leitura melhorou muito, percebe-se que para descobrir a verdadeira experiência que as pessoas tinham de tal livro, era necessário saber o ambiente em que ela estava lendo. Para finalizar mais uma curiosidade, os leitores na maior parte da história não liam livros, mas escutavam em seus trabalhos, os trabalhadores se revezavam para um ler enquanto os outros trabalham, para eles poderem se entreter.

Esse capítulo me fascinou muito, aqui eu dei um breve resumo sobre o capítulo, mas tem muito mais curiosidades, no livro, então se você gostou leia o livro e descubra coisas incríveis sobre o nosso passado.

Post mais vista:

A história vista de baixo

Tem um vídeo  no blog falando sobre os historiadores do texto a seguir, confira nossa playlist. =)  A história na maioria das vezes é conta...