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Blog criado por 5 estudantes de história da Unicap onde o foco é explorar as metodologias abordadas no livro "A escrita da História" de Peter Burke.
Páginas
- Página inicial
- Abertura: a nova história, seu passado e seu futuro
- A história vista de baixo
- História das mulheres
- História de além-mar
- Sobre a micro-história
- História oral
- História da leitura
- História das imagens
- História do pensamento político
- História do corpo
- A história dos acontecimentos e o renascimento da narrativa
- Playlist do blog
quarta-feira, 14 de maio de 2025
quarta-feira, 2 de abril de 2025
quinta-feira, 18 de junho de 2020
História dos acontecimentos e renascimento da narrativa
O texto coloca em questão o papel da narrativa dos acontecimentos para a escrita da história onde no decorrer dos últimos séculos a importância dos acontecimentos transitaram entre o papel principal e o pano de fundo dos livros de história.
A partir do século XX, os acontecimentos passaram a ter papel secundário na produção historiográfica o que fez com que os historiadores tivessem de reinventar a narrativa. Os historiadores estruturais não podem ignorar por completo a narrativa visto que, o problema não está na narrativa e sim no modelo narrativo usado pelos historiadores que deve ser ampliado para abordar a descrição e sua análise estrutural.
Os historiadores estruturais defendem que a narrativa tradicional passa por cima de aspectos importantes do passado que ela é incapazes de conciliar desde a estrutura econômica e social até às experiências vividas por pessoas comuns. Logo, se faz necessária a aproximação entre a escrita literária e a escrita histórica para atingir o objetivo dos historiadores.
O trabalho do historiador não poderá se resumir a exercícios retóricos que interpretem os textos e não os acontecimentos. O leitor deverá ter a consciência do caráter interpretativo da escrita da história para que os métodos narrativos influenciem a interpretação do leitor na percepção do caráter parcial do trabalho historiográfico.
Peter Burke afirma que o estabelecimento da narrativa deve ultrapassar uma oposição entre os acontecimentos e as estruturas estabelecendo uma relação dialética em que os acontecimentos e estruturas se expliquem mutuamente.
Segue a baixo algumas inovações utilizadas pelos historiadores que visam solucionar alguns problemas que eles vem enfrentando na modernidade:
A possibilidade de tornar as guerras civis e outros conflitos mais inteligíveis, seguindo o modelo romancista que contam histórias a partir de mais de um ponto de vista. Logo esse exercício tem por objetivo estabelecer as diferenças entre os mais variados pontos de vista.
Cada vez mais historiadores passam a perceber que seu trabalho não reproduz o que realmente aconteceu tanto quanto o representa de um ponto de vista particular. Portanto eles precisam nadar com a corrente dos acontecimentos e analisar esses acontecimentos da posição de um observador mais informado combinando os dois métodos para produzir uma aparência de homogeneidade, sem que a narrativa fique de lado.
- Um novo tipo de narrativa poderia, melhor que as antigas, fazer frente às demandas dos historiadores estruturais, ao mesmo tempo que apresentam um sentido melhor do fluxo do tempo do que fazem em suas análises.
História Oral
quarta-feira, 17 de junho de 2020
A nova história, seu passado e seu futuro
- A história tradicional sempre se preocupou com a história internacional e nacional, deixando de lado a regional. Outro fenômeno a ser considerado é o da política como formadora de história onde segundo o catredático de história Sir John Seeley: “ História é a política passada, política é a história presente”. Em contradição com a história tradicional a história nova considera toda atividade humana como parte da história.
- A história tradicional preocupa-se com a produção de uma história factual. Para a história nova o mais importante são as estruturas que permeiam essas transformações e a análise dos mais diversos personagens.
- A história tradicional é vista do alto, ou seja, a partir dos grandes políticos, militares e estadistas desconsiderando a história de personagens comuns. Já a história nova preocupa-se com a história vista de baixo, considerando as opiniões de pessoas comuns como parte da história.
- A história tradicional utiliza-se de fontes e registros oficiais considerando essas como evidências seguras para a história, utilizando-se também de dados quantitativos atingindo seu ápice por volta dos anos 50 e 60. A história nova nos propõe uma visão que possibilita o uso de outras evidências que possam contribuir para a história como as fontes praia e visuais. Considerando a história antes da escrita.
- A história tradicional busca pela verdade ou uma versão exata dos fatos. Já a história nova considera as versões que aproximam da verdade e das que se distanciam ou não da verdade.
- A história tradicional utiliza-se da história objetiva, capaz de relatar um fato como ele realmente ocorreu. Para a história nova, existe um relativismo cultural presente nas atividades humanas e própria escrita da história.
A micro-história (mais preocupados com a cultura da época)
História das Mulheres
História do corpo
No capítulo “A história do corpo” (o qual se trata de um tema extremamente complexo) o historiador Peter Burke abre uma interessante discussão sobre o papel e “posição” do corpo na história e no seu estudo, Peter Burke começa o texto afirmando que o corpo, em um contexto histórico, ainda é um mistério e sempre foi delimitado por diferentes padrões em diferentes épocas e foi constantemente afetado por diferentes características em diferentes sociedades, sendo assim, podemos concluir que o estudo do corpo ainda é algo extremamente abrangente e complexo, pois não podemos estudar o corpo como um todo mas sim estudar as diferentes concepções e características diferentes.
Dessa forma, podemos concluir que a história do corpo ainda é um grande mistério ainda a ser solucionado, o estudo do corpo em contexto histórico depende de diversos estudos diferentes sobre o papel do corpo em cada sociedade, recomendo a leitura do texto para um melhor entendimento desse denso e complexo contexto da história.
História de “Além mar”
História de além mar pode ser definida como a história dos povos que não se concentram no continente europeu (é equivocado resumir como a história dos países de 3° mundo por essa ser uma visão ultrapassada), é rica história dos povos americanos/asiáticos/africanos etc sendo contada de forma mais específica e detalhada (já que a Europa não se preocupava em entender e expor a história desses povos, para eles, eram considerados povos “sem história” e seu passado era apenas uma “preparação” para a chegada dos povos europeus.
Diversos movimentos ao redor do mundo demonstram a importância da história de além mar (em sua maior parte concentrados na África e Ásia, com destaque para a Índia e a indonésia). Em todos esses casos o desenvolvimento da história desses povos se construiu com base de fortes movimentos nacionalistas, minimizando ou retratando de forma negativa a presença dos europeus no desenvolvimento dessas sociedades e explorando mais a fundo o passado dessas civilizações que antes eram ignorados pelos colonos.
A história de além mar foi muito importante para o desenvolvimento da história e cultura de diversos povos que não fazem parte do continente europeu e ajudou a construir o pensamento de inúmeros Historiadores (tanto Europeus que se dedicaram a estudar a história dos povos antes colonizados quanto Historiadores africanos/asiáticos que, em sua maioria, com seu pensamento mais nacionalista estudaram a fundo a rica cultura e história de seus povos antes considerados “Retrógrados” e sem história
terça-feira, 16 de junho de 2020
A história vista de baixo
Tem um vídeo no blog falando sobre os historiadores do texto a seguir, confira nossa playlist. =)
A história na maioria das vezes é contada em uma perspectiva conservadora privilegiando as elites como os; generais, reis, imperadores entre outros, ignorando assim os soldados, trabalhadores e cidadãos, ou seja, as massas, é ai que Edward Palmer Thompson, vem com sua sua metodologia, A história vista de baixo afinal porque uma carta ou entrevista de um soldado ou cidadão, não poderia ser usada como fonte histórica e dar uma nova perceptiva na história.
Estou procurando resgatar o pobre descalço, o agricultor ultrapassado,
o tecelão do tear manual ‘obsoleto’, o artesão ‘utopista’ e ate os seguidores
enganados de Joanna Southcott, da enorme condescendência da posteridade.
Suas habilidades e tradições podem ter-se tornado moribundas. Sua
hostilidade ao novo industrialismo pode ter-se tornado retrógrada. Seus
ideais comunitários podem ter-se tomado fantasias. Suas conspirações
insurrecionais podem ter-se tornado imprudentes. Mas eles viveram nesses
períodos de extrema perturbação social, e nos, não.
Podemos aqui nota a preocupação de Thompson, com as pessoas comuns, que foram ofuscadas por uma historiografia elitista. Outro historiador do movimento Eric Hobsbawm falava a mesma coisa pois, os historiadores do movimento trabalhista, marxistas ou não, estudaram “não exatamente as pessoas comuns, mas as pessoas comuns que poderiam ser consideradas os ancestrais do movimento; não os trabalhadores como tais, porém mais como cartistas, sindicalistas, militantes trabalhistas”. A história do movimento trabalhista e de outros desenvolvimentos institucionalizados, declarou ele, não deveria “ substituir a história das pessoas comuns em si”Hobsbawn, “ Some Reflections” , p. 15. . o verdadeiro intuito dessa metodologia é focar de fato nas pessoas comuns, e não as lideranças trabalhista, como já apontado por Thompson, e ressaltado por Hobsbawm. E sim, como é trazido por Jim Sharpe, logo nas primeiras páginas do livro “A escrita da História” onde é trabalhado as cartas do soldado William Wheeler, que estava na guerra de Waterloo em que Napoleão Bonaparte foi derrotado, nestas cartas o saldado William Wheeler forneceu a sua esposa uma descrição da Batalha, a partir do violento final: desdas rajada de tiros ate o saqueado de um oficial hussardo francês. Os livros de história nos contam que Wellington (Duque) venceu a batalha de Waterloo. De certa maneira, William Wheeler e milhares, como ele, também a venceram, então porque não explorar novas perspectivas do passado, proporcionado por fontes como a correspondência de um soldado ou cidadão? ampliando assim o entediamento dos fatos ali acontecidos resgatando as experiências passadas das pessoas antes ofuscada por uma historiografia que privilegiava as grandes elitista.
segunda-feira, 15 de junho de 2020
História do Pensamento Político: Richard Tuck
Sobre o Autor: Richard Francis Tuck (nascido em 1 de janeiro de 1949) é um acadêmico britânico, teórico político e historiador do pensamento político. Ele ensinou na Universidade de Cambridge de 1973 a 1995. Ele então ingressou na faculdade da Universidade de Harvard, onde leciona como professor de governo Frank G. Thomson.
Vários Historiadores do pensamento político vinculados a Universidade de Cambridge publicaram 3 livros sobre suas atividades profissionais, esses eram John Pocock, Joh Dunn e Quentin Skinner. Dos três Skinner abrangeu mais a discussão e especificou os seus objetivos, Skinner e Dunn em uma parte de seus livros mostra que livros da história do pensamento político são compostos por proposições de grandes livros que remetem a outros grandes livros, então como alternativa Skinner e Dunn, mostraram que a maneira certa de ler um texto histórico é o lendo como produto histórico.
No século XX, muitos filósofos, tentavam entender filósofos do passado apenas o lendo e Gunnel identificou esse problema na ciência política, e no caso ele foi o único que encarou esse problema corretamente, Gunnel citando David Easton, se queixou que o pensamento político ocidental tinha se tornado: investigações da história do pensamento político. Ele achava que o objetivo da crítica de Easton era um chamado implícito para a ciência política empírica se tornar o modo de pensamento dominante sobre política.
Esse foi um breve resumo sobre o capítulo espero que tenha se interessado sobre esse desenvolvimento da história do pensamento político, e que tenha despertado uma vontade de ler o livro ou só esse capítulo.
História das Imagens Ivan Gaskell
História da Leitura Robert Darnton
Sobre o Autor: Nasceu em 1939, em Nova York. É especialista em história da França do século XVIII e pioneiro nos estudos sobre a história do livro. Atualmente é professor e diretor da biblioteca da universidade da Harvard.
A leitura é uma forma de Passa-Tempo muito comum em nossa sociedade, ela ajuda a passar o conhecimento entre gerações e com ela podemos entrar em contato com autores de séculos passados, mas você sabe dos fatos marcantes da história da leitura, ou como ela se desenvolveu na sociedade ocidental? Bom irei fazer um resumo sobre o capítulo A História da Leitura de Peter Burke, explicarei um breve resumo para que talvez você se interesse vá a ler esse capítulo que me fascinou muito.
Se formos pensar em ler um livro, será que podemos ter a mesma experiência que os nossos antepassados tiveram? A resposta é não, mas podemos tentar entender a sua experiência. A Macro análise e a Microanálise são métodos que tem como objetivo identificar os hábitos de cada época e suas experiências, como por exemplo, o que o público leitor, mas gostava de ler em 1800 na França.
A pesquisa da leitura melhorou muito, percebe-se que para descobrir a verdadeira experiência que as pessoas tinham de tal livro, era necessário saber o ambiente em que ela estava lendo. Para finalizar mais uma curiosidade, os leitores na maior parte da história não liam livros, mas escutavam em seus trabalhos, os trabalhadores se revezavam para um ler enquanto os outros trabalham, para eles poderem se entreter.
Esse capítulo me fascinou muito, aqui eu dei um breve resumo sobre o capítulo, mas tem muito mais curiosidades, no livro, então se você gostou leia o livro e descubra coisas incríveis sobre o nosso passado.
Post mais vista:
A história vista de baixo
Tem um vídeo no blog falando sobre os historiadores do texto a seguir, confira nossa playlist. =) A história na maioria das vezes é conta...








